Essa semana começou com uma sensação de liberdade enorme. Tive uma segunda feira de colocar ordem na casa prá valer, desde arrumar minha mesa no escritório, a preparar o cardápio de almoços e jantares para a semana. Colocar bate papos em dia, ler as notícias úteis e principalmente as inúteis com bastante calma. Ficar na loucura com aquelas crianças teve muitos lados positivos, e um deles com certeza foi valorizar meu tempo adulto e organizado. Poder dividir meus dias entre trabalho, lazer e detalhinhos domésticos, com tranquilidade.
Ao mesmo tempo, no final do dia eu já estava com aquela dorzinha nas costas e no pescoço que me aparece sempre que passo o dia todo na frente do computador... ou quando durmo demais... ter tempo para fazer tudo me dá dor nas costas. E quando ela aparece, vem junto a dor na consciência: se tenho tempo, vou pelo menos fazer algum exercício... se tenho tempo, vou tirar todas as coisas do lugar e reorganizá-las... se tenho tempo, vou cozinhar um super jantar elaborado e não deixar nenhuma louça pendente....
E o meu preferido: se tenho tempo, vou começar algum projeto.
A verdade é que ultimamente a palavra projeto vem me dando alergia. Falei isso ontem para uma pessoa que me perguntou: "e aí, algum projeto em mente?". A irritação começa imediatamente. Irritação alérgica à simples menção de que eu devia estar fazendo alguma coisa que as pessoas decidiram chamar de projeto, algo que é tão valorizado mas no fundo significa tão pouco.
Então, em resposta, vou dizer onde está a minha mente:
- Pensando e sonhando acordada com o amor da minha vida, e os momentos em que passamos abraçadinhos embaixo do edredon nesse frio congelante de fim de julho.
- No livro que eu terminei de ler, "Brooklin Follies", do Paul Auster, com certeza o melhor que eu li nesse ano, e talvez nos últimos anos.
- Focada em manter e ainda melhorar meu novo corpo, quase 9 quilos mais magro.
- Na viagem que faremos no final do ano.
- Fantasiando com o bebêzinho que espero trazer ao mundo no ano que vem.
- Elaborando textos e mais textos porque escrever já está virando mais necessidade do que vontade.
- Farejando como, no meio de tudo isso, vou conseguindo ganhar dinheirinhos freelancers, porque toda essa lista vem com um custo.
Tá bom assim prá projeto, todo mundo?
terça-feira, julho 31, 2007
quarta-feira, julho 25, 2007
Eu não sei o que é que eu fiz, eu só sei que meu nariz funga funga...
Eu sei, eu sei... tou sumida... e sei que todos já sabem porque, não vou perder tempo com explicações! Continuo passando por poucas e boas com as "minhas" crianças, continuo chegando em casa absolutamente exausta e acabada demais para sentar no computador... o que mudou é que esta é a última semana! Só mais dois dias, quatro horas e trinta minutos para acabar (mas quem tá contando?)
Neste momento estou na sala de computadores do prédio deles, sentada no computador do meio, o moleque jogando de um lado, a menina jogando do outro (cada um no seu computador, claro). Estamos fazendo hora antes de ir ao cinema. Eles começaram fazendo barulhos com a boca (cada um um barulho diferente, claro). Um mais irritante do que o outro. Agora passaram para a gritaria gratuita.
Adicione a esse momento as preliminares: eu, ultra gripada, com dor de cabeça, de garganta, de ouvido, de corpo... no primeiro dia "daqueles dias" do mês, com cólica. Acordei 6h30 da manhã depois de uma noite de binômio nariz tapado/Afrim.
Vou sentir falta deles? Sim! Gostaria que eles ficassem mais um pouco? NOT!
Neste momento estou na sala de computadores do prédio deles, sentada no computador do meio, o moleque jogando de um lado, a menina jogando do outro (cada um no seu computador, claro). Estamos fazendo hora antes de ir ao cinema. Eles começaram fazendo barulhos com a boca (cada um um barulho diferente, claro). Um mais irritante do que o outro. Agora passaram para a gritaria gratuita.
Adicione a esse momento as preliminares: eu, ultra gripada, com dor de cabeça, de garganta, de ouvido, de corpo... no primeiro dia "daqueles dias" do mês, com cólica. Acordei 6h30 da manhã depois de uma noite de binômio nariz tapado/Afrim.
Vou sentir falta deles? Sim! Gostaria que eles ficassem mais um pouco? NOT!
sexta-feira, julho 13, 2007
Eu vi meu pijama lavado... eu vi minha cama arrumada...
Para tudo que eu quero descer!
Essa semana os pais das crianças pediram se eu podia ficar com elas uma noite para eles saírem para jantar... topei, claro, fazer o que. Fiquei com elas das 10 da manhã às 11 da noite... 13 horas de pura manha!
Depois de conseguir, de formas totalmente criativas, fazer o moleque colocar o pijama e escovar os dentes, ele diz que precisa ir no banheiro... falei prá ele ir e fiquei conversando coisas de menina com a menina. No meio do papo, eu começo a ouvir, bem baixinho... "I'm done!" (traduzindo: o bom e velho "Terminei!!").
Na primeira eu ignorei... na segunda, um pouco mais alta, fingi que não era comigo... na terceira, já aos berros, a menina decide me ajudar: "Miss Patty, ele tá te chamando prá vc limpar".
QUE????
Fiz cara de quem achou a coisa mais simples do mundo e já fui eu... nem deu tempo de colocar avental, luva de borracha e máscara. Foi na raça mesmo. Confesso que senti uma pontinha de poesia na forma como o moleque ficou feliz em me ver entrando no banheiro, e levantou a mini bundinha para me ajudar. E confesso também que não foi tão ruim assim. Mas...
que eu não tou sendo paga prá isso, aaaaah não tou!!!
Essa semana os pais das crianças pediram se eu podia ficar com elas uma noite para eles saírem para jantar... topei, claro, fazer o que. Fiquei com elas das 10 da manhã às 11 da noite... 13 horas de pura manha!
Depois de conseguir, de formas totalmente criativas, fazer o moleque colocar o pijama e escovar os dentes, ele diz que precisa ir no banheiro... falei prá ele ir e fiquei conversando coisas de menina com a menina. No meio do papo, eu começo a ouvir, bem baixinho... "I'm done!" (traduzindo: o bom e velho "Terminei!!").
Na primeira eu ignorei... na segunda, um pouco mais alta, fingi que não era comigo... na terceira, já aos berros, a menina decide me ajudar: "Miss Patty, ele tá te chamando prá vc limpar".
QUE????
Fiz cara de quem achou a coisa mais simples do mundo e já fui eu... nem deu tempo de colocar avental, luva de borracha e máscara. Foi na raça mesmo. Confesso que senti uma pontinha de poesia na forma como o moleque ficou feliz em me ver entrando no banheiro, e levantou a mini bundinha para me ajudar. E confesso também que não foi tão ruim assim. Mas...
que eu não tou sendo paga prá isso, aaaaah não tou!!!
terça-feira, julho 10, 2007
Sentir-se bem!
Imagens do meu feriado no Guarú valem mais do que mil palavras... imaginem aqueles balõezinhos sobre a cabeça das pessoas ao lerem a legenda...
"Só vou beber uma caipirinha... ups! Me enganei! Em dez minutos precisarei de glicose na veia!"
"A cor dessa cidade sou eeeeeu!"
"limpeza de pele???"
"Turuturutu turuturutu darará!"
"Esse desodorante não está vencido... ups, me enganei!"
"Esse post Mickey-mou o filme ho-ho-ho"
quarta-feira, julho 04, 2007
Nós vamo invadir sua praia!
Capítulo 3 - O Aquário Municipal de Santos.
Os dois queriam porque queriam ir a algum aquário, e alguém (que devia estar de piada comigo) sugeriu o de Santos. A mãe/chefa perguntou se eu poderia ir dirigindo ou se precisava de um motorista. Eu (e até agora não consegui entender porque) disse que iria dirigindo numa boa. Nessas horas eu mesma tenho vontade de me esganar...
Levei os dois até o carro, que estava lindinho, recém saído do lava rápido. A menina logo perguntou: "Miss Patricia, cadê o cinto de segurança?". Pode parecer pergunta besta de criança, mas não era. O cinto, lógico, estava enfiado em algum lugar atrás daquele banco, totalmente zero km, afinal, quem diabos coloca cinto no banco de trás??
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Abaixo o banco e acho o cinto! "Ok, kids, podem entrar!". Coloco as crianças de volta.
"Miss Patricia, onde está a fivela??"
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Levanto o assento e acho a fivela, totalmente escondida. "Prontinho, kids! Vamo que vamo!". Coloco as crianças de volta.
"Miss Patricia, o cinto sumiu de novo!" (claro que quando levantei o acento, prendi de novo o cinto no banco).
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Seguro o cinto com uma mão, a fivela com a outra, abaixo o banco e coloco o assento no lugar com a outra (sim, estou começando a descobrir que quem leva crianças para passear tem três mãos... no mínimo!).
Já comecei a viagem esbaforida! Mas, tudo bem... liguei uma musiquinha, mandei os dois ligarem os video-games portáteis e rumo à imigrantes! Ainda na avenida dos Bandeirantes, o menino pergunta: "are we there yet??" (traduzindo: tamu chegando??). Já sabia que a viagem seria longa.
Depois de 187 "are we there yet"s, chegamos em Santos. Passamos no MacDonald's prá comer (tive que trocar o brinquedinho do Mac Lanche Feliz só uma vez!! Milagre!) e fomos no Aquário. No caminho, as crianças viram a praia! E piraram na batatinha! Depois da visão da praia, o aquário perdeu totalmente o apelo, e eles só pensavam na hora de pisar na areia! Fizemos o trajeto dos peixinhos em 15 minutos e lá fui eu com eles para a atração principal.
Um parênteses... quando você leva duas crianças na praia, é de bom tom ter a seguinte bagagem:
- maiô, sunga ou qualquer roupa de banho
- toalha
- muito protetor solar
- chinelo
- bóia para os pequenos
- brinquedos de areia
- muito dinheiro para sorvete e milho
- roupa prá trocar
- sacolinha para as conchinhas que eles com certeza vão catar
- cadeira para que você não sente nas nem sempre tão limpas areias de Santos
- doses de paciência.
Eu só tinha o último ítem. E mesmo assim, um pouco em falta. Nessas horas, é improviso: como não tinham swim suits e nem bóia, só podiam molhar o pé na água. Como não tinham brinquedos de areia, usavam gravetinhos e, claro, as mãos para fazer castelos. Como não tinham sacolinha, guardaram as conchinhas dentro do tênis. Como não tínha muito dinheiro, comeram duas maçãs que eu (como uma ótima Nanny que sou) levei de casa!
Como eu não tinha cadeira, fiquei de pé, com três pares de tênis e suas respectivas meias nas mãos, sendo que dois deles lotados de conchinhas. Na terceira mão (já falei sobre isso...) a máquina fotográfica, afinal, nem eu consegui resistir à carinha de total deleite e felicidade daqueles dois pulando as ondinhas.
Eu segurava as coisas, olhava para a menina com os pés na água, olhava para o menino brincando na areia, olhava para as pessoas que passavam, pensava na mãe de noite enchendo aquelas crianças de Caladril e me perguntando como eu pude esquecer o filtro solar. Olhava para a menina de novo, olhava para o menino de novo. Tava parecendo uma louca, completamente tensa. As doses de paciência foram diminuindo, até que chegou a hora de voltar para casa.
Lavamos o pé, colocamos os tênis, voltamos para o carro. Antes de seguir viagem, compramos lanchinho. A volta foi uma delícia: fim de tarde, barulhinho de video-game, cróc cróc de salgadinho e os dois rindo à toa.
Quando voltei prá casa e olhei para o banco de trás (do meu carro - lembram? - recém lavado), o susto: o banco absolutamente imundo, inteirinho lotado de areia e sacos de Cheetos. Achei que ia surtar, mas foi exatamente o contrário... achei a coisa mais bonitinha do mundo! Areia e sacos de salgadinho são a cara de dias felizes na infância... fui dormir acabada mas feliz.
Os dois queriam porque queriam ir a algum aquário, e alguém (que devia estar de piada comigo) sugeriu o de Santos. A mãe/chefa perguntou se eu poderia ir dirigindo ou se precisava de um motorista. Eu (e até agora não consegui entender porque) disse que iria dirigindo numa boa. Nessas horas eu mesma tenho vontade de me esganar...
Levei os dois até o carro, que estava lindinho, recém saído do lava rápido. A menina logo perguntou: "Miss Patricia, cadê o cinto de segurança?". Pode parecer pergunta besta de criança, mas não era. O cinto, lógico, estava enfiado em algum lugar atrás daquele banco, totalmente zero km, afinal, quem diabos coloca cinto no banco de trás??
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Abaixo o banco e acho o cinto! "Ok, kids, podem entrar!". Coloco as crianças de volta.
"Miss Patricia, onde está a fivela??"
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Levanto o assento e acho a fivela, totalmente escondida. "Prontinho, kids! Vamo que vamo!". Coloco as crianças de volta.
"Miss Patricia, o cinto sumiu de novo!" (claro que quando levantei o acento, prendi de novo o cinto no banco).
Desço do carro, abro a porta, tiro as crianças. Seguro o cinto com uma mão, a fivela com a outra, abaixo o banco e coloco o assento no lugar com a outra (sim, estou começando a descobrir que quem leva crianças para passear tem três mãos... no mínimo!).
Já comecei a viagem esbaforida! Mas, tudo bem... liguei uma musiquinha, mandei os dois ligarem os video-games portáteis e rumo à imigrantes! Ainda na avenida dos Bandeirantes, o menino pergunta: "are we there yet??" (traduzindo: tamu chegando??). Já sabia que a viagem seria longa.
Depois de 187 "are we there yet"s, chegamos em Santos. Passamos no MacDonald's prá comer (tive que trocar o brinquedinho do Mac Lanche Feliz só uma vez!! Milagre!) e fomos no Aquário. No caminho, as crianças viram a praia! E piraram na batatinha! Depois da visão da praia, o aquário perdeu totalmente o apelo, e eles só pensavam na hora de pisar na areia! Fizemos o trajeto dos peixinhos em 15 minutos e lá fui eu com eles para a atração principal.
Um parênteses... quando você leva duas crianças na praia, é de bom tom ter a seguinte bagagem:
- maiô, sunga ou qualquer roupa de banho
- toalha
- muito protetor solar
- chinelo
- bóia para os pequenos
- brinquedos de areia
- muito dinheiro para sorvete e milho
- roupa prá trocar
- sacolinha para as conchinhas que eles com certeza vão catar
- cadeira para que você não sente nas nem sempre tão limpas areias de Santos
- doses de paciência.
Eu só tinha o último ítem. E mesmo assim, um pouco em falta. Nessas horas, é improviso: como não tinham swim suits e nem bóia, só podiam molhar o pé na água. Como não tinham brinquedos de areia, usavam gravetinhos e, claro, as mãos para fazer castelos. Como não tinham sacolinha, guardaram as conchinhas dentro do tênis. Como não tínha muito dinheiro, comeram duas maçãs que eu (como uma ótima Nanny que sou) levei de casa!
Como eu não tinha cadeira, fiquei de pé, com três pares de tênis e suas respectivas meias nas mãos, sendo que dois deles lotados de conchinhas. Na terceira mão (já falei sobre isso...) a máquina fotográfica, afinal, nem eu consegui resistir à carinha de total deleite e felicidade daqueles dois pulando as ondinhas.
Eu segurava as coisas, olhava para a menina com os pés na água, olhava para o menino brincando na areia, olhava para as pessoas que passavam, pensava na mãe de noite enchendo aquelas crianças de Caladril e me perguntando como eu pude esquecer o filtro solar. Olhava para a menina de novo, olhava para o menino de novo. Tava parecendo uma louca, completamente tensa. As doses de paciência foram diminuindo, até que chegou a hora de voltar para casa.
Lavamos o pé, colocamos os tênis, voltamos para o carro. Antes de seguir viagem, compramos lanchinho. A volta foi uma delícia: fim de tarde, barulhinho de video-game, cróc cróc de salgadinho e os dois rindo à toa.
Quando voltei prá casa e olhei para o banco de trás (do meu carro - lembram? - recém lavado), o susto: o banco absolutamente imundo, inteirinho lotado de areia e sacos de Cheetos. Achei que ia surtar, mas foi exatamente o contrário... achei a coisa mais bonitinha do mundo! Areia e sacos de salgadinho são a cara de dias felizes na infância... fui dormir acabada mas feliz.
terça-feira, julho 03, 2007
E é por isso que eu prefiro as cabrita...
Capítulo 2 - Levei os dois no Simba Safari. Eles já tinham ido com a mãe no final de semana, mas claro, queriam ir de novo. Porque criança só cansa de algo depois da 36a vez. Eu já sabia. Mas tinha esquecido.
Chegamos lá e pegamos uma das vans do parque para nos levar no trajeto. Compramos ração E amendoim, porque só um dos dois não dá. Primeiro bicho do trajeto: Ema. O motorista disse que as Emas comem a comida direto da caixinha, mas para segurar com toda força porque ela pode derrubar. A menina prefere não arriscar... o menino quer tentar. Eu digo:
- Tem que segurar bem firme... deixa eu segurar prá você!
- Não! Eu sei como segura!
- Tudo bem, mas a Ema é forte... deixa pelo menos eu te ajudar...
- NÃO!! Eu já vim aqui e sei como faz!
- Assim ela vai derrub...
Nem completei a frase, a Ema derrubou a caixinha do moleque no chão em uma bicada...
- BUÁÁÁÁÁÁÁ! (choro de criança em inglês é tão desagradável quanto em português).
Resumindo: ele chorou e fez bico até o final do passeio... a menina dividiu a ração dela com ele, não adiantou. Ele tinha um saco inteiro de amendoim, não adiantou. Eu dizia:
- Olha, o macaco!
- Não quero olhar!
- Olha o pavão!
- Eu não vi!
Eu ignorava e só dava de ombros... não quer ver? Ok!
Passamos pelos bichos e pelo menos a menina estava se divertindo... o que ninguém me avisou (e eu deduzi), é que tinham dois tours... o livre para todas as idades e o Rated R para maiores de 18 anos. Por algum erro do motorista, fomos no segundo...
Chegamos no camelo, e o camelo é o bicho preferido da menina. Aliás, compramos amendoim só para o camelo, porque, segundo ela, é o que ele mais gosta de comer. Tinham dois camelos que estavam deitados tomando sol. O motorista parou e começamos... "Oh, Camel... camel...", chamando prá comer na nossa mão. Um deles se levantou mas nem quis saber da gente... foi andando e crau! Montou na (agora sabemos que era) camela que estava deitada já na posição "cachorrinho". E crau, crau e mais crau. Eu fiquei bem quietinha, assim como o motorista e a mãe que estava com o filho no banco da frente. A menina nem ligou! Continuou chamando os bichinhos como se nada tivesse acontecendo... ah, a inocência... o bom é perceber que aquela história de amendoim afrodisíaco só pode ser verdade!
Seguimos viagem e chegamos no leão. Era um leão para umas 5 leoas, todos deitados tomando sol. Já me deu uma sensação de déja vu mas achei que era paranóia. Afinal, leão não come amendoim. Come carne. E a leoa. Ele levantou assim que a gente parou o carro, foi atrás de uma das leoas, que também estava na posição "cachorrinho" (sinto uma preferência no mundo aninal!) e crau crau crau. Desta vez nem ficamos para ver o show. O motorista rapidamente acelerou e ainda comentou com um dos guardinhas: "os bicho (sic) tão animado (sic) hoje, hein?". Eu mereço!!!
Amanhã conto mais...
Chegamos lá e pegamos uma das vans do parque para nos levar no trajeto. Compramos ração E amendoim, porque só um dos dois não dá. Primeiro bicho do trajeto: Ema. O motorista disse que as Emas comem a comida direto da caixinha, mas para segurar com toda força porque ela pode derrubar. A menina prefere não arriscar... o menino quer tentar. Eu digo:
- Tem que segurar bem firme... deixa eu segurar prá você!
- Não! Eu sei como segura!
- Tudo bem, mas a Ema é forte... deixa pelo menos eu te ajudar...
- NÃO!! Eu já vim aqui e sei como faz!
- Assim ela vai derrub...
Nem completei a frase, a Ema derrubou a caixinha do moleque no chão em uma bicada...
- BUÁÁÁÁÁÁÁ! (choro de criança em inglês é tão desagradável quanto em português).
Resumindo: ele chorou e fez bico até o final do passeio... a menina dividiu a ração dela com ele, não adiantou. Ele tinha um saco inteiro de amendoim, não adiantou. Eu dizia:
- Olha, o macaco!
- Não quero olhar!
- Olha o pavão!
- Eu não vi!
Eu ignorava e só dava de ombros... não quer ver? Ok!
Passamos pelos bichos e pelo menos a menina estava se divertindo... o que ninguém me avisou (e eu deduzi), é que tinham dois tours... o livre para todas as idades e o Rated R para maiores de 18 anos. Por algum erro do motorista, fomos no segundo...
Chegamos no camelo, e o camelo é o bicho preferido da menina. Aliás, compramos amendoim só para o camelo, porque, segundo ela, é o que ele mais gosta de comer. Tinham dois camelos que estavam deitados tomando sol. O motorista parou e começamos... "Oh, Camel... camel...", chamando prá comer na nossa mão. Um deles se levantou mas nem quis saber da gente... foi andando e crau! Montou na (agora sabemos que era) camela que estava deitada já na posição "cachorrinho". E crau, crau e mais crau. Eu fiquei bem quietinha, assim como o motorista e a mãe que estava com o filho no banco da frente. A menina nem ligou! Continuou chamando os bichinhos como se nada tivesse acontecendo... ah, a inocência... o bom é perceber que aquela história de amendoim afrodisíaco só pode ser verdade!
Seguimos viagem e chegamos no leão. Era um leão para umas 5 leoas, todos deitados tomando sol. Já me deu uma sensação de déja vu mas achei que era paranóia. Afinal, leão não come amendoim. Come carne. E a leoa. Ele levantou assim que a gente parou o carro, foi atrás de uma das leoas, que também estava na posição "cachorrinho" (sinto uma preferência no mundo aninal!) e crau crau crau. Desta vez nem ficamos para ver o show. O motorista rapidamente acelerou e ainda comentou com um dos guardinhas: "os bicho (sic) tão animado (sic) hoje, hein?". Eu mereço!!!
Amanhã conto mais...
segunda-feira, julho 02, 2007
A hora do almoço
Pronto! Um intervalo na correria... tenho essa semaninha de folga para dar uma organizada nas minhas desorganizadas coisas! É impressionante como a gente precisa perder determinados prazeres, mesmo que seja temporariamente, para dar valor a eles... coisas básicas mesmo, tipo conversar com adultos durante o dia... explicar com facilidade o que você quer na sua própria língua... sair para almoçar ou almoçar em casa... escrever no blog... entre muitas outras coisas!
Então vamos a uma retrospectiva da minha experiência de Nanny. Uma listinha (faz tempo que não coloco listinhas por aqui) dos Melhores (e algumas vezes piores...) Momentos da Última Semana e Meia. Mas como ela é grande, colocarei em capítulos diários... assim ninguém desiste de ler:
Capítulo 1 - Emagreci 1kg e 100g na semana! Uma ótima notícia! Motivo: eu simplesmente não consigo almoçar! Teoricamente eu almoço com as crianças (às 11h30, claro). E tem uma empregada que faz a comida para a gente. Sentamos na mesa, eu sirvo os dois... antes de conseguir me servir eu fico tentando convencer o moleque a comer! Uso todas as frases de incentivo já criadas pela humanidade: "tenho certeza que você vai adorar!!" ou "se você der uma mordida e não gostar meeesmo, não precisa comer!" ou "se você comer tudo, pode comer sorvete de sobremesa..." ou "se não comer vou ficar de mau". Convencer criança americana a comer é triste. Não sei se as frases traduzidas para o inglês tem o mesmo efeito! Tipo "olha o aviãoziiiiinhooooo"... perde todo o impacto quando vira "look at the plaaaane". E se fosse um adulto, seria mais fácil... tenho certeza que tanto um adulto americano quanto um brasileiro se convenceriam com algo tipo "come tudo que eu mostro a cor da minha calcinha".
Mas, voltando... quando eu consigo convencer o moleque a comer um pouquinho, eu me sirvo. Antes mesmo de colocar a comida no meu prato, os dois já terminaram e pedem sobremesa. Sirvo a sobremesa, e eles comem tudo (claro!) antes que eu dê minha segunda garfada. E assim que terminam o almoço eles incorporam uma personalidade hiperativa, tipo Popeye depois do espinafre, e querem fazer qualquer coisa que envolva movimento, tipo pular no sofá, correr ao redor da mesa ou sair no tapa. Então eu levanto, aparto qualquer Vale-Tudo que estiver acontecendo ali, e proponho uma atividade um pouco menos violenta. Ou seja, meu almoço são duas garfadas. E haja estômago roncando a tarde inteira!
Então vamos a uma retrospectiva da minha experiência de Nanny. Uma listinha (faz tempo que não coloco listinhas por aqui) dos Melhores (e algumas vezes piores...) Momentos da Última Semana e Meia. Mas como ela é grande, colocarei em capítulos diários... assim ninguém desiste de ler:
Capítulo 1 - Emagreci 1kg e 100g na semana! Uma ótima notícia! Motivo: eu simplesmente não consigo almoçar! Teoricamente eu almoço com as crianças (às 11h30, claro). E tem uma empregada que faz a comida para a gente. Sentamos na mesa, eu sirvo os dois... antes de conseguir me servir eu fico tentando convencer o moleque a comer! Uso todas as frases de incentivo já criadas pela humanidade: "tenho certeza que você vai adorar!!" ou "se você der uma mordida e não gostar meeesmo, não precisa comer!" ou "se você comer tudo, pode comer sorvete de sobremesa..." ou "se não comer vou ficar de mau". Convencer criança americana a comer é triste. Não sei se as frases traduzidas para o inglês tem o mesmo efeito! Tipo "olha o aviãoziiiiinhooooo"... perde todo o impacto quando vira "look at the plaaaane". E se fosse um adulto, seria mais fácil... tenho certeza que tanto um adulto americano quanto um brasileiro se convenceriam com algo tipo "come tudo que eu mostro a cor da minha calcinha".
Mas, voltando... quando eu consigo convencer o moleque a comer um pouquinho, eu me sirvo. Antes mesmo de colocar a comida no meu prato, os dois já terminaram e pedem sobremesa. Sirvo a sobremesa, e eles comem tudo (claro!) antes que eu dê minha segunda garfada. E assim que terminam o almoço eles incorporam uma personalidade hiperativa, tipo Popeye depois do espinafre, e querem fazer qualquer coisa que envolva movimento, tipo pular no sofá, correr ao redor da mesa ou sair no tapa. Então eu levanto, aparto qualquer Vale-Tudo que estiver acontecendo ali, e proponho uma atividade um pouco menos violenta. Ou seja, meu almoço são duas garfadas. E haja estômago roncando a tarde inteira!
terça-feira, junho 26, 2007
She had style, she had flair, she was there... that's how she became the nanny!
Ando totalmente fora do ar, desde a semana passada... e não no sentido figurado... ando offline mesmo, sem acesso à internet, aos bate papos no msn e ao meu amado computadorzinho!
Prá quem não sabe, desde quinta feira passada estou fazendo um trampo temporário de Nanny. Não confundir com babá... Nanny é muito mais style e as crianças são americanas! A mãe deles está trabalhando aqui em São Paulo e precisava de alguém que falasse inglês prá cuidar deles nas férias...
Parte cool: a grana é boa; passeios de graça; posso usar qualquer roupa prá trabalhar; treino meu inglês... ah, e a grana é boa!
Parte not so cool: passo 10 horas por dia convivendo só com duas crianças, manter a insanidade é difícil; volto prá casa absolutamente exausta e coberta de manteiga de amendoim; aguentar manha.
Ok, isso é um resumo... depois vou contando os causos por aqui... vou capotar! E tentar sonhar em português!
Prá quem não sabe, desde quinta feira passada estou fazendo um trampo temporário de Nanny. Não confundir com babá... Nanny é muito mais style e as crianças são americanas! A mãe deles está trabalhando aqui em São Paulo e precisava de alguém que falasse inglês prá cuidar deles nas férias...
Parte cool: a grana é boa; passeios de graça; posso usar qualquer roupa prá trabalhar; treino meu inglês... ah, e a grana é boa!
Parte not so cool: passo 10 horas por dia convivendo só com duas crianças, manter a insanidade é difícil; volto prá casa absolutamente exausta e coberta de manteiga de amendoim; aguentar manha.
Ok, isso é um resumo... depois vou contando os causos por aqui... vou capotar! E tentar sonhar em português!
segunda-feira, junho 18, 2007
Aula de culinária
Receita para um batizado de sucesso...
Ingredientes
- Um neném babão
- Um padrinho mais babão ainda
- Uma madrinha ultra-mega-babona (perceba que baba é o ingrediente principal desta receita!)
(É isso. São poucos ingredientes, mas raros!)
Modo de Preparo
Primeiro, preste bastante atenção a tudo o que o padre diz, mesmo que sua atenção seja desviada o tempo todo para todas as coisas fofíssimas que o neném fica fazendo durante a missa!
Próximo passo: os padrinhos devem levar o neném para a pia batismal para que o "batizado" efetivamente aconteça, com direito a aguinha na cabeça... neste momento, é a madrinha que segura o neném (uma semaninha de levantamento de peso antes do grande dia é um ótimo preparativo). Aviso às madrinhas: tentem não chorar nessa hora! Manteiga derretida não é um ingrediente deste prato!
Depois do banhinho, a mamãe pode enxugar a cabeça do neném com uma toalhinha... mas aviso: essa é a única participação dos pais! Eles já têm todos os outros dias, esse dia é dos dindos!
Antes de descer no altar, o padrinho deve acender a velinha na velona... não é tarefa fácil para alguns padrinhos... um sapato DiPollini que aumenta a altura em 7 cm pode ser um ingrediente opcional!
Essa vela deve ser colocada ao lado do neném... nessa hora a musculação será uma grande aliada para a madrinha: você deve segurar o neném perto da vela e prender suas mãozinhas gordinhas que automaticamente se encaminharão para o fogo. Será o seu primeiro conflito com o afilhado, ele vai resmungar e se contorcer... mas um dia entenderá que foi para o bem dele!
Passado esse momentinho de stress, é só alegria!! Farra com o Padrinho...
... e colo delícia da Madrinha!
** Madrinhas, lembrem-se: não é porque o batizado acabou que já pode morder o neném! Mesmo que as bochechas de massinha, as batatas da perna suculentas e o pé de bisnaguinha sejam tentadores!
Só quem pode morder é ele!
Ingredientes
- Um neném babão
- Um padrinho mais babão ainda
- Uma madrinha ultra-mega-babona (perceba que baba é o ingrediente principal desta receita!)
(É isso. São poucos ingredientes, mas raros!)
Modo de Preparo
Primeiro, preste bastante atenção a tudo o que o padre diz, mesmo que sua atenção seja desviada o tempo todo para todas as coisas fofíssimas que o neném fica fazendo durante a missa!
Próximo passo: os padrinhos devem levar o neném para a pia batismal para que o "batizado" efetivamente aconteça, com direito a aguinha na cabeça... neste momento, é a madrinha que segura o neném (uma semaninha de levantamento de peso antes do grande dia é um ótimo preparativo). Aviso às madrinhas: tentem não chorar nessa hora! Manteiga derretida não é um ingrediente deste prato!
Depois do banhinho, a mamãe pode enxugar a cabeça do neném com uma toalhinha... mas aviso: essa é a única participação dos pais! Eles já têm todos os outros dias, esse dia é dos dindos!
Antes de descer no altar, o padrinho deve acender a velinha na velona... não é tarefa fácil para alguns padrinhos... um sapato DiPollini que aumenta a altura em 7 cm pode ser um ingrediente opcional!
Essa vela deve ser colocada ao lado do neném... nessa hora a musculação será uma grande aliada para a madrinha: você deve segurar o neném perto da vela e prender suas mãozinhas gordinhas que automaticamente se encaminharão para o fogo. Será o seu primeiro conflito com o afilhado, ele vai resmungar e se contorcer... mas um dia entenderá que foi para o bem dele!
Passado esse momentinho de stress, é só alegria!! Farra com o Padrinho...
... e colo delícia da Madrinha!
** Madrinhas, lembrem-se: não é porque o batizado acabou que já pode morder o neném! Mesmo que as bochechas de massinha, as batatas da perna suculentas e o pé de bisnaguinha sejam tentadores!
Só quem pode morder é ele!
terça-feira, junho 12, 2007
Carta de amor
Meu amor,
Feliz dia dos namorados!
Por mais que você diga
que quem casa não é mais namorado...
... sei que você faz isso só porque sabe que suas piadinhas colocam um sorrisão na minha boca!
Você tem o radarzinho sempre ligado...
...prá saber o que torna minha vida mais alegre.
E seguir sorrindo nessa estrada...
... juntos ...
... me deixa sempre nas alturas!
Te amo, meu namorado!
** Pico do Jaraguá, 10 de junho de 2007.
Feliz dia dos namorados!
Por mais que você diga
... sei que você faz isso só porque sabe que suas piadinhas colocam um sorrisão na minha boca!
Você tem o radarzinho sempre ligado...
E seguir sorrindo nessa estrada...
... juntos ...
... me deixa sempre nas alturas!
Te amo, meu namorado!
** Pico do Jaraguá, 10 de junho de 2007.
domingo, junho 10, 2007
Walk like an egyptian...
Sabadão de noite, esse casal:
nos levou para passear.
Primeiro fomos ao teatro, ver uma comédia chamada Na Cama com Tarantino. Foi divertido, rimos... mas, as verdadeiras risadas estavam reservadas para a segunda parte do programa: o jantar!
Fomos comer em um dos lugares mais bizarramente divertidos de São Paulo: a casa de chá egípcia Khan el Khalili, na Vila Mariana. Quem nunca foi, vá! Agora! Largue o que está fazendo e mergulhe no universo misterioso daquele lugar. Você jamais será o mesmo!
Fazia um tempão que eu e a Suzy tentávamos convencer os meninos de ir até lá, mas cada vez que eles olhavam o site ou pensavam na proposta, desistiam na hora: uma casa de chá com shows de dança do ventre. Mas sábado a idéia surgiu tão espontânea, que eles nem tiveram como negar... foram, e ainda foram de bom humor!
Chegamos e o restaurante fica numa rua totalmente residencial na Vila Mariana. A rua toda apagada e só um neon vermelho despontava na casa da esquina. Era ali. Paramos o carro e fomos recebidos por uma "árabe" loira de olhos claros que mostrou como a casa funcionava: são várias salas pequenas, algumas com mesas normais de restaurante e outras com almofadas no chão, o cliente que escolhe. As salas pequenas têm que lotar ao mesmo tempo, então esperamos um pouco o grupo estar completo. Éramos umas 15 pessoas, sentados em almofadas, todo mundo de frente para o centro da sala, com uma mesinha baixa na frente.
O coitado do Guto sofreu um pouco para encaixar suas pequenas pernocas na mesinha, mas fazia parte da ambiance!
Os comes são muito bãos! Você pede um serviço completo que vem cesta de pães, bolos e bolachas com pastinhas e geléias, e depois a garçonete vem servir salgadinhos (a esfiha foi a melhor que eu já comi!). De sobremesa vem sorvete, vários doces árabes e bolos.
Mas o melhor é que em determinado momento, de surpresa, acendem-se as luzes cenográficas da casa e começam os shows de dança do ventre!! As cortinas entre as salas se fecham (e é proibido ver o que está acontecendo nas outras salas...) e as bailarinas vão entrando, uma por vez, e fazendo seu showzinho na nossa frente. Enquanto rola a apresentação, as comidas e bebidas até param de ser servidas!
Esse é meu marido, tentando esconder a baba!
Foram umas cinco músicas, e piadas à parte, um showzinho bem divertido!

Teve até um dançarino homem, trashice da melhor qualidade!

Empolgados com as fotos na parede e a perspectiva de um dia nos tornarmos bailarinos do Khan el Khalili, já fizemos nosso book divulgação:
Sherazapaty
Suzaninha Jade
Johnny B.
Sean Tunak Tunak
Primeiro fomos ao teatro, ver uma comédia chamada Na Cama com Tarantino. Foi divertido, rimos... mas, as verdadeiras risadas estavam reservadas para a segunda parte do programa: o jantar!
Fomos comer em um dos lugares mais bizarramente divertidos de São Paulo: a casa de chá egípcia Khan el Khalili, na Vila Mariana. Quem nunca foi, vá! Agora! Largue o que está fazendo e mergulhe no universo misterioso daquele lugar. Você jamais será o mesmo!
Fazia um tempão que eu e a Suzy tentávamos convencer os meninos de ir até lá, mas cada vez que eles olhavam o site ou pensavam na proposta, desistiam na hora: uma casa de chá com shows de dança do ventre. Mas sábado a idéia surgiu tão espontânea, que eles nem tiveram como negar... foram, e ainda foram de bom humor!
Chegamos e o restaurante fica numa rua totalmente residencial na Vila Mariana. A rua toda apagada e só um neon vermelho despontava na casa da esquina. Era ali. Paramos o carro e fomos recebidos por uma "árabe" loira de olhos claros que mostrou como a casa funcionava: são várias salas pequenas, algumas com mesas normais de restaurante e outras com almofadas no chão, o cliente que escolhe. As salas pequenas têm que lotar ao mesmo tempo, então esperamos um pouco o grupo estar completo. Éramos umas 15 pessoas, sentados em almofadas, todo mundo de frente para o centro da sala, com uma mesinha baixa na frente.
O coitado do Guto sofreu um pouco para encaixar suas pequenas pernocas na mesinha, mas fazia parte da ambiance!
Os comes são muito bãos! Você pede um serviço completo que vem cesta de pães, bolos e bolachas com pastinhas e geléias, e depois a garçonete vem servir salgadinhos (a esfiha foi a melhor que eu já comi!). De sobremesa vem sorvete, vários doces árabes e bolos.
Mas o melhor é que em determinado momento, de surpresa, acendem-se as luzes cenográficas da casa e começam os shows de dança do ventre!! As cortinas entre as salas se fecham (e é proibido ver o que está acontecendo nas outras salas...) e as bailarinas vão entrando, uma por vez, e fazendo seu showzinho na nossa frente. Enquanto rola a apresentação, as comidas e bebidas até param de ser servidas!
Foram umas cinco músicas, e piadas à parte, um showzinho bem divertido!
Teve até um dançarino homem, trashice da melhor qualidade!
Empolgados com as fotos na parede e a perspectiva de um dia nos tornarmos bailarinos do Khan el Khalili, já fizemos nosso book divulgação:
sábado, junho 09, 2007
e Birigui!
Ainda embebecida do espírito Ituano, faço questã de explicar de onde tirei o título do meu último post. Todo mundo sabe, ou deveria saber, que todos os títulos de todos os posts são frases de músicas. Alguns reconhecíveis de cara, outros menos... e outros, como este, são essenciais para o arquivo de cultura geral de todos. Então, como um presente de Corpus Christi, abençoo vocês com Tubaína:
Bauru X Big Mac
(Tubaína)
Não agüento mais americano paieiro
Contando mentira pro mundo inteiro
Povinho metido e muito picareta
Acham que são os donos do planeta!
Eles ignoram o Pai da Aviação
Dizem que os tais Wright inventaram o avião
Mas não contam a verdade do fiasco
Não voou; jogaram de um penhasco!
A geografia deles é meio diferente
Chamam-se de América e esquecem a gente
Não sabem que existe terra ao sul do Equador
Pensam que aqui só vive índio e caçador!
O México prá eles tá na América Central
Bolívia, Colômbia e Brasil é tudo igual
Acham que aqui só tem banana e carnaval
E que Buenos Aires é a nossa capital!
Não vêem um palmo
à frente dos narizes
E um BigMac já os faz felizes
Porque não conhecem... Bauru!
Jaú...
Itu...
Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú, Igaraçu,
Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu,
Piacatu, Itaguaçu, Botucatu! (viu, Má???)
Mudaram o nome do esporte bretão
O futebol pra eles é brincadeira de mão
Um monte de marmanjos se dando porrada
Correndo atrás de uma bola amassada
E quando nos filmes marcianos aparecem
É na Califórnia que as naves sempre descem
Mas a verdade é que se alguém nos invadir
Vai com certeza começar por Birigüi! (minha estrofe preferida!)
Megalomaníacos por natureza
Acham que já viram tudo que é grandeza
Porque não conhecem... Itu!
Jaú...
Bauru...
Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú,
Igaraçu, Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu, Piacatu,
Itaguaçu, Botucatu!
Bauru X Big Mac
(Tubaína)
Não agüento mais americano paieiro
Contando mentira pro mundo inteiro
Povinho metido e muito picareta
Acham que são os donos do planeta!
Eles ignoram o Pai da Aviação
Dizem que os tais Wright inventaram o avião
Mas não contam a verdade do fiasco
Não voou; jogaram de um penhasco!
A geografia deles é meio diferente
Chamam-se de América e esquecem a gente
Não sabem que existe terra ao sul do Equador
Pensam que aqui só vive índio e caçador!
O México prá eles tá na América Central
Bolívia, Colômbia e Brasil é tudo igual
Acham que aqui só tem banana e carnaval
E que Buenos Aires é a nossa capital!
Não vêem um palmo
à frente dos narizes
E um BigMac já os faz felizes
Porque não conhecem... Bauru!
Jaú...
Itu...
Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú, Igaraçu,
Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu,
Piacatu, Itaguaçu, Botucatu! (viu, Má???)
Mudaram o nome do esporte bretão
O futebol pra eles é brincadeira de mão
Um monte de marmanjos se dando porrada
Correndo atrás de uma bola amassada
E quando nos filmes marcianos aparecem
É na Califórnia que as naves sempre descem
Mas a verdade é que se alguém nos invadir
Vai com certeza começar por Birigüi! (minha estrofe preferida!)
Megalomaníacos por natureza
Acham que já viram tudo que é grandeza
Porque não conhecem... Itu!
Jaú...
Bauru...
Embu!
Jarinu, Arandu, Baguaçu, Cajuru,
Piraju, Taiaçu, Trabiju, Tambaú,
Igaraçu, Pacaembu, Embu-guaçu, Miracatu, Paraguaçu, Piacatu,
Itaguaçu, Botucatu!
quinta-feira, junho 07, 2007
Porque não conhecem Itu...
Virar turista na própria cidade já virou tradição dos nossos feriados. Toda vez que não vamos viajar, continuamos turistas, mas aqui em São Paulo mesmo ou em lugares de possíveis bate-e-voltas. Corpus Christi 2007 (uau, praticamente uma instituição!) não foi diferente! Passeamos, passeamos mais e curtimos os dias maravilhosos e ensolarados que São Pedro nos deu!
Na quinta, fomos com a Debbie e com o Fê (nossos comparsas nessas aventuras extraordinárias em cidades mais extraordinárias ainda!) para Itu! Sim, a cidade onde tudo é grande.
As pessoas de mente mais fechada, quando deparadas com a idéia de um dia em Itu, devem pensar: mas o que diabos eles foram fazer lá?? Vamos lá.
Motivo oficial do passeio: comer einsbein no Bar do Alemão e visitar os antiquários da rua Paula Souza.
Motivo real, apesar de velado: ver e tirar muitas fotos de dois dos maiores monumentos já construídos pela humanidade: o semáforo gigante e o orelhão gigante!
Surpresa inesperada: quando chegamos lá, nos deparamos com os tapetes lindos de serragem colorida (que são tradicionais de Corpus Christi) nas ruas do centro, com motivos religiosos ou não. Tudo maravilhoso!



Rodamos bastante pelo centro, a praça estava lotada, com música gospel brasileira da melhor (mais trash) qualidade tocando no alto falante. Vimos toda a sequência de tapetes e também vimos como o trabalho de uma manhã inteira foi destruído pela procissão... foi um grande exercício de desapego para todos nós!
Entramos em vários antiquários e em lojas de móveis e foi uma grata surpresa: tudo de muito bom gosto.
Almoçamos no alemão e foi delicioso apesar das duas horas esperando mesa... mas, em Itu até a fila é grande (não pude resistir a uma piada tão sem graça quanto um sorvetão de Itu).
Conhecemos vários personagens hilários, como o cidadão de cor que inventou seu próprio jeito de fumar seu cigarro, e o mendigo que já foi a Minas.., "ah, Minas, se eu te passo... os homens tem peito de aço!"
E, claro...


SEM COMENTÁRIOS...
Mais fotinhas para ilustrar:
Fernando tirando foto dos tapetes, enquanto eu tirava foto de sua mulher agarrando meu marido. Totalmente metafísico!
Eu, totalmente intelectualizada, sentada na cadeira de Itu e decidindo se prefiro o sorvetão de Itu ou o Ituzinho.
Debby + Patty = BFF!
Confesso! Comi bolo gelado de côco E de chocolate! Má menina!
Na quinta, fomos com a Debbie e com o Fê (nossos comparsas nessas aventuras extraordinárias em cidades mais extraordinárias ainda!) para Itu! Sim, a cidade onde tudo é grande.
As pessoas de mente mais fechada, quando deparadas com a idéia de um dia em Itu, devem pensar: mas o que diabos eles foram fazer lá?? Vamos lá.
Motivo oficial do passeio: comer einsbein no Bar do Alemão e visitar os antiquários da rua Paula Souza.
Motivo real, apesar de velado: ver e tirar muitas fotos de dois dos maiores monumentos já construídos pela humanidade: o semáforo gigante e o orelhão gigante!
Surpresa inesperada: quando chegamos lá, nos deparamos com os tapetes lindos de serragem colorida (que são tradicionais de Corpus Christi) nas ruas do centro, com motivos religiosos ou não. Tudo maravilhoso!
Rodamos bastante pelo centro, a praça estava lotada, com música gospel brasileira da melhor (mais trash) qualidade tocando no alto falante. Vimos toda a sequência de tapetes e também vimos como o trabalho de uma manhã inteira foi destruído pela procissão... foi um grande exercício de desapego para todos nós!
Entramos em vários antiquários e em lojas de móveis e foi uma grata surpresa: tudo de muito bom gosto.
Almoçamos no alemão e foi delicioso apesar das duas horas esperando mesa... mas, em Itu até a fila é grande (não pude resistir a uma piada tão sem graça quanto um sorvetão de Itu).
Conhecemos vários personagens hilários, como o cidadão de cor que inventou seu próprio jeito de fumar seu cigarro, e o mendigo que já foi a Minas.., "ah, Minas, se eu te passo... os homens tem peito de aço!"
E, claro...
SEM COMENTÁRIOS...
Mais fotinhas para ilustrar:
segunda-feira, junho 04, 2007
Brasil, minha voz enternecida já dourou os teus brasões!
Domingo foi niver da minha Mammy mais querida e mais amada! Como ela ama teatro, decidiu comemorar levando a gente em uma peça. Fomos ver Radio Nacional, um musical que fala dos tempos áureos do rádio. Eu amei! Prá não dizer que é imperdível, talvez eu excluísse algumas cenas totalmente inúteis e deixasse só o pessoal cantando (e cantando muito!) e imitando de forma hilária as radio-novelas e os comerciais da época!
Como eu disse outro dia pro meu irmão, eu ADORARIA fazer teatro musical, só não faço por dois detalhezinhos básicos: eu não sei cantar e não sei interpretar... mas, meu sábio pai já disse que tudo nessa vida é 10% dom e 90% perseverança... quem sabe!
...
Uma das coisas mais legais do teatro foi quando a peça acabou! Pode parecer comentário maldoso do Simon no American Idol, mas é sério! As músicas contagiavam tanto, principalmente o último número em que eles cantaram "Canta Brasil", que todo mundo saiu do teatro dançando e cantando! Sem brincadeira (eu, claro, com a minha total falta de vergonha na cara, era uma dessas pessoas). Na fileira na nossa frente tinha um grupo de umas 7 senhoras, que deviam ter uns 70, 80 anos... elas saíram em fila, trenzinho mesmo, dançando e cantando...
"No céu, no mar, na terra.... CANTA BRASIIIIIL!"
Priceless!
Como eu disse outro dia pro meu irmão, eu ADORARIA fazer teatro musical, só não faço por dois detalhezinhos básicos: eu não sei cantar e não sei interpretar... mas, meu sábio pai já disse que tudo nessa vida é 10% dom e 90% perseverança... quem sabe!
...
Uma das coisas mais legais do teatro foi quando a peça acabou! Pode parecer comentário maldoso do Simon no American Idol, mas é sério! As músicas contagiavam tanto, principalmente o último número em que eles cantaram "Canta Brasil", que todo mundo saiu do teatro dançando e cantando! Sem brincadeira (eu, claro, com a minha total falta de vergonha na cara, era uma dessas pessoas). Na fileira na nossa frente tinha um grupo de umas 7 senhoras, que deviam ter uns 70, 80 anos... elas saíram em fila, trenzinho mesmo, dançando e cantando...
"No céu, no mar, na terra.... CANTA BRASIIIIIL!"
Priceless!
quinta-feira, maio 31, 2007
Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo!
Semaninha bem atípica... deliciosamente atípica! Aliás, como eu adoro coisas atípicas, acho que essa será minha nova palavra preferida!
Minha amiga querida, linda e amada Helô está em São Paulo! Veio prá cá com o namorido, que é americano, e está conhecendo São Paulo (e o Brasil) pela primeira vez... já fizemos de tudo: churrasco, boteco, passeamos de carro, fomos no shopping, av. Paulista, Vila Madalena, enfim... demos uma geral da caótica vida paulistana.
Assim que a Helô me passar, publico fotinhas por aqui...
Um desabafo: levar gringo para passear em Sampa tem um efeito absolutamente catastrófico na balança! É impressionante como os programas aqui são principalmente culinários!! Experimenta picanha, pastel, pão de queijo, brigadeiro... vai em churrascaria rodízio, feijoada, rodízio de sushi, pizzada... até prá bomba de chocolate da ofner ele foi apresentado! E, claro, não podia deixar de conhecer A Lapinha, o quintal da nossa casa, e provar todas as caipirinhas do cardápio!
Pior que com esse frio, não tem nem a caminhada no Parque do Ibirapuera prá dar aquela compensada!
Minha amiga querida, linda e amada Helô está em São Paulo! Veio prá cá com o namorido, que é americano, e está conhecendo São Paulo (e o Brasil) pela primeira vez... já fizemos de tudo: churrasco, boteco, passeamos de carro, fomos no shopping, av. Paulista, Vila Madalena, enfim... demos uma geral da caótica vida paulistana.
Assim que a Helô me passar, publico fotinhas por aqui...
Um desabafo: levar gringo para passear em Sampa tem um efeito absolutamente catastrófico na balança! É impressionante como os programas aqui são principalmente culinários!! Experimenta picanha, pastel, pão de queijo, brigadeiro... vai em churrascaria rodízio, feijoada, rodízio de sushi, pizzada... até prá bomba de chocolate da ofner ele foi apresentado! E, claro, não podia deixar de conhecer A Lapinha, o quintal da nossa casa, e provar todas as caipirinhas do cardápio!
Pior que com esse frio, não tem nem a caminhada no Parque do Ibirapuera prá dar aquela compensada!
quinta-feira, maio 24, 2007
Boston, you know we love you madly!
Pronto... finalmente consegui atualizar todos os posts da viagem, devidamente ilustrados com fotinhas! Voltei prá SP na segunda, num vôo que foi super tranquilo (apesar dum carioca mala que sentou do meu lado)... meu amor foi me buscar no aeroporto, passei direto pela alfândega, não tive nem que tentar explicar porque uma mulher como eu estaria carregando tantos acessórios de computador hehe...
Prá finalizar a fase Boston e recomeçar a fase minha vida normal, queria dizer que essa viagem foi absolutamente maravilhosa!! De verdade... foram dias e dias só de curtição, de estar perto de pessoas queridas, de muitas gargalhadas, de encontrar pessoas novas, de reencontrar pessoas que fazem muita falta por aqui...
Apesar dos obstáculos climáticos, eu me apaixonei pela cidade... ontem, liguei a TV e tava passando Fever Pitch! Fiquei berrando no quarto, feito uma maluca! "Xinhooooo! Olha o Prudentiaaaal!! Olha o Fenwaaaay! Two, three, four! TESSIEEEE!!!"
Mas o melhor de tudo, com certeza, foi poder estar perto do meu irmão que eu amo tanto, e de quem tenho tanto orgulho. Foi realmente muito especial ver de perto tudo o que ele conta, conhecer a rotina, o bairro, a casa, os amigos... foi uma delícia reviver como era morar juntos, rir muito e fofocar da hora de acordar até a hora de ir dormir! E principalmente ver como ele é feliz e persegue prá valer os sonhos, nada é mais importanto do que isso!!
Valeeeeeu, Mestre! Te amo!
Prá finalizar a fase Boston e recomeçar a fase minha vida normal, queria dizer que essa viagem foi absolutamente maravilhosa!! De verdade... foram dias e dias só de curtição, de estar perto de pessoas queridas, de muitas gargalhadas, de encontrar pessoas novas, de reencontrar pessoas que fazem muita falta por aqui...
Apesar dos obstáculos climáticos, eu me apaixonei pela cidade... ontem, liguei a TV e tava passando Fever Pitch! Fiquei berrando no quarto, feito uma maluca! "Xinhooooo! Olha o Prudentiaaaal!! Olha o Fenwaaaay! Two, three, four! TESSIEEEE!!!"
Mas o melhor de tudo, com certeza, foi poder estar perto do meu irmão que eu amo tanto, e de quem tenho tanto orgulho. Foi realmente muito especial ver de perto tudo o que ele conta, conhecer a rotina, o bairro, a casa, os amigos... foi uma delícia reviver como era morar juntos, rir muito e fofocar da hora de acordar até a hora de ir dormir! E principalmente ver como ele é feliz e persegue prá valer os sonhos, nada é mais importanto do que isso!!
segunda-feira, maio 21, 2007
I want to be a part of it: New York, New York!
Acordei cedinho para pegar o ônibus para Nova York. Como meu vôo saía na segunda de manhã cedo, eu tinha que dormir em NY de qualquer jeito e fui cedo prá aproveitar o dia...
Foram quatro horas de viagem e tava tudo indo muito bem... foi só sair de Boston que o sol abriu, a paisagem era linda... começamos a avistar NY no horizonte e... o ônibus quebrou! Embaixo de um túnel! Simplesmente morreu e não pegava mais... só comigo mesmo! Fiquei lembrando do Fê falando "vai de trem, que não corre o risco de acontecer nada"... chegou guardinha, guincharam o ônibus, e tivemos que descer no meio de uma avenida que eu não fazia idéia de onde era... detalhe: eu continuava com aquela malinha de 100 quilos, e mais algumas coisinhas que não couberam num saco de lixo!! Mendiga!!
A sorte é que meu anjinho da guarda estava de plantão e depois de só um pouco de caminhada (e minha mãe queimando) um taxi parou na minha frente para deixar um casal de velhinhos... no fim, descobri que estava ainda mais ao sul de China Town, mas já estava na tranquilidade do velho banco de couro do carrinho amarelho! Nessas horas taxis são enviados de Deus... ou do espírito de Paul Revere!
Meu hotel ficava bem perto da Times Square e, claro, tinha uma escadaria para entrar... fui arrastando a mala, degrau por degrau, até chegar na recepção, e entendi porque um hotel é considerado econômico... alguém prá carregar a sua mala é artigo de muito luxo! Deixei as coisas no quarto e saí andando prá achar qualquer coisa prá comer (eram 3 da tarde e eu sem nadica no estomago!) e uma mala prá tentar dividir o peso absurdo...
Não peguei mapa, só fui no instindo e acabei chegando na Quinta Avenida... comi um bagel com cream cheese e moccha no Dean & Delucca e fui caminhando, caminhando, caminhando sem parar pelas lojas... o dia tava lindo, calor, sol, e as ruas lotadassas de turistas!! Além de ser domingo era férias, então era uma multidão em todos os lugares! Isso foi ótimo, porque pelo menos disfarçou um pouco o fato de que eu tava sozinha, e não ter com quem compartilhar momentos como esse é o tipo de coisa que me dá uma certa angustia...
Fui andando até o Central Park, e depois voltei até quase o Empire State. Comprei uma sacolona da Adidas na NBA Store e fui procurar a Times Square... de novo, sem mapa, só com instinto, andei muuuito, e não conseguia achar de jeito nenhum... as horas passaram, começou a anoitecer... e só no final de tarde é que vi as luzes e os neons de longe e fui caminhando em direção a eles! Cheguei na Broadway e na Times Square... e claro, começou a chover!

Não tenho muito como descrever... estar embaixo dos outdoors da Times Square é sempre uma experiência de tirar o fôlego... e foi muito bom rever os lugares da nossa viagem de 2000, nem acredito que já foram 7 anos...
Voltei pro hotel de noite, fechei tudo direitinho, tomei banho, TVzinha... não fui feita prá ficar sozinha, isso é fato... queria estar ou em Boston, ou em casa, não no meio do caminho... mas principalmente, estar com o Xinho... e não quero mais brincar disso: gosto de viajar com ele e pronto!!!
Foram quatro horas de viagem e tava tudo indo muito bem... foi só sair de Boston que o sol abriu, a paisagem era linda... começamos a avistar NY no horizonte e... o ônibus quebrou! Embaixo de um túnel! Simplesmente morreu e não pegava mais... só comigo mesmo! Fiquei lembrando do Fê falando "vai de trem, que não corre o risco de acontecer nada"... chegou guardinha, guincharam o ônibus, e tivemos que descer no meio de uma avenida que eu não fazia idéia de onde era... detalhe: eu continuava com aquela malinha de 100 quilos, e mais algumas coisinhas que não couberam num saco de lixo!! Mendiga!!
A sorte é que meu anjinho da guarda estava de plantão e depois de só um pouco de caminhada (e minha mãe queimando) um taxi parou na minha frente para deixar um casal de velhinhos... no fim, descobri que estava ainda mais ao sul de China Town, mas já estava na tranquilidade do velho banco de couro do carrinho amarelho! Nessas horas taxis são enviados de Deus... ou do espírito de Paul Revere!
Meu hotel ficava bem perto da Times Square e, claro, tinha uma escadaria para entrar... fui arrastando a mala, degrau por degrau, até chegar na recepção, e entendi porque um hotel é considerado econômico... alguém prá carregar a sua mala é artigo de muito luxo! Deixei as coisas no quarto e saí andando prá achar qualquer coisa prá comer (eram 3 da tarde e eu sem nadica no estomago!) e uma mala prá tentar dividir o peso absurdo...
Não peguei mapa, só fui no instindo e acabei chegando na Quinta Avenida... comi um bagel com cream cheese e moccha no Dean & Delucca e fui caminhando, caminhando, caminhando sem parar pelas lojas... o dia tava lindo, calor, sol, e as ruas lotadassas de turistas!! Além de ser domingo era férias, então era uma multidão em todos os lugares! Isso foi ótimo, porque pelo menos disfarçou um pouco o fato de que eu tava sozinha, e não ter com quem compartilhar momentos como esse é o tipo de coisa que me dá uma certa angustia...
Fui andando até o Central Park, e depois voltei até quase o Empire State. Comprei uma sacolona da Adidas na NBA Store e fui procurar a Times Square... de novo, sem mapa, só com instinto, andei muuuito, e não conseguia achar de jeito nenhum... as horas passaram, começou a anoitecer... e só no final de tarde é que vi as luzes e os neons de longe e fui caminhando em direção a eles! Cheguei na Broadway e na Times Square... e claro, começou a chover!
Não tenho muito como descrever... estar embaixo dos outdoors da Times Square é sempre uma experiência de tirar o fôlego... e foi muito bom rever os lugares da nossa viagem de 2000, nem acredito que já foram 7 anos...
Voltei pro hotel de noite, fechei tudo direitinho, tomei banho, TVzinha... não fui feita prá ficar sozinha, isso é fato... queria estar ou em Boston, ou em casa, não no meio do caminho... mas principalmente, estar com o Xinho... e não quero mais brincar disso: gosto de viajar com ele e pronto!!!
domingo, maio 20, 2007
Boston - dia 8 - The last dance
Sabadão, último dia em Boston, maior clima de despedida... dia de resolver as últimas pendências! Acordamos tarde e fomos até o Prudential fazer minhas últimas compras de lembrancinhas prá trazer para o pessoal... lá tem várias barraquinhas com souvenirs e camisetas de Boston, Harvard e MIT e principalmente, claro, do Red Sox!
Almoçamos lá mesmo num restaurante muito bom chamado California Pizza Kitchen... o Enrique e a Luisa encontraram a gente lá.

Passei a tarde inteira, sem brincadeira, fechando a minha mala... foi um tal de tira coisa da caixa, enrola nas roupas, enfia de um lado, amassa do outro... quando terminou, minha mala estava pensando mais ou menos 100 quilos! Não dava nem prá levantar! Mas, calma, não pensem que eu comprei a cidade... é que quem tem criança em casa, como eu, sofre com a compra de brinquedos hehehe!
De qualquer jeito, apesar do caos da mala, foi bem gostoso passar minha última tarde em casa com o Fê no sossego, conversando, dando risada!! Vou sentir muita falta desse lugar!!
De noite, fomos jantar num lugarzinho ali perto chamado Boloco que vende uns burritos ultra completos (com carne ou frango, arroz, feijão, salada, molho, tudo dentro da tortilla!)... uma delícia! E de lá fomos bebemorar minha despedida num Pub irlandês, que é muito típico e a gente não tinha ido ainda...
Boston tem uma comunidade enorme de irlandeses, então a cidade é lotada de igrejas e, claro, de pubs! Fomos no Sólás, que é uma delícia, meio underground, e como chegamos cedo, pegamos até mesa, foi ótimo! Aliás, um brinde aos irlandeses: todos os funcionários eram lindos, do host ao barman!! Pedi meu único drink da viagem: Vodka com Cranberry Juice em homenagem aos Infiltrados. (Quem viu o filme deve lembrar, primeiro que é em Boston, e segundo que o Belo Leo di Caprio chega no pub e pede Cranberry Juice.. o barman olha espantado e pergunta: "are you on your period or something??").

Voltamos para o apê e fui nanar umas 3 da matina!
Almoçamos lá mesmo num restaurante muito bom chamado California Pizza Kitchen... o Enrique e a Luisa encontraram a gente lá.
Passei a tarde inteira, sem brincadeira, fechando a minha mala... foi um tal de tira coisa da caixa, enrola nas roupas, enfia de um lado, amassa do outro... quando terminou, minha mala estava pensando mais ou menos 100 quilos! Não dava nem prá levantar! Mas, calma, não pensem que eu comprei a cidade... é que quem tem criança em casa, como eu, sofre com a compra de brinquedos hehehe!
De qualquer jeito, apesar do caos da mala, foi bem gostoso passar minha última tarde em casa com o Fê no sossego, conversando, dando risada!! Vou sentir muita falta desse lugar!!
De noite, fomos jantar num lugarzinho ali perto chamado Boloco que vende uns burritos ultra completos (com carne ou frango, arroz, feijão, salada, molho, tudo dentro da tortilla!)... uma delícia! E de lá fomos bebemorar minha despedida num Pub irlandês, que é muito típico e a gente não tinha ido ainda...
Boston tem uma comunidade enorme de irlandeses, então a cidade é lotada de igrejas e, claro, de pubs! Fomos no Sólás, que é uma delícia, meio underground, e como chegamos cedo, pegamos até mesa, foi ótimo! Aliás, um brinde aos irlandeses: todos os funcionários eram lindos, do host ao barman!! Pedi meu único drink da viagem: Vodka com Cranberry Juice em homenagem aos Infiltrados. (Quem viu o filme deve lembrar, primeiro que é em Boston, e segundo que o Belo Leo di Caprio chega no pub e pede Cranberry Juice.. o barman olha espantado e pergunta: "are you on your period or something??").
Voltamos para o apê e fui nanar umas 3 da matina!
sábado, maio 19, 2007
Boston - dia 7 - Raindrops keep falling on my head!
Sexta feira, meu penúltimo dia em Boston! Tristeeee! O dia amanheceu pior do que antes, um frio desgraçado e chuva pior ainda... não dava vontade de sair de casa! Passamos a manhã (ou pelo menos o pouco da manhã que vimos acordados hehe) na maior preguiça e fomos almoçar com o Alvaro e a Luisa (backing da Cactus) num restaurante chamado Boston Market, do lado da casa do Fê. É um lugar de comidinha americana caseira, uma delícia! Comi franguinho com milho (daquele sweet) e purê de batata (dos Estados Unidos, né, Mááááááá??!!).
De tarde, com aquela temperatura, só havia uma coisa a fazer: SHOPPING!! E ainda nos demos ao luxo de ir de taxi! Fomos no Cambridge, que é um shoppingzinho legal, bem tradicional, e ainda com uma loja da Apple que gerou intermináveis discussões PC X Mac! Rodamos rodamos e rodamos e finalizamos o passeio com uma paradinha na Cheesecake Factory para o melhor cheesecake do mundo (hohoho)...
No final da tarde, o Fê foi viajar, tinha um show fora da cidade, e eu fiquei com o Alvaro e a Lari... primeiro, eu e o Alvaro fomos ver a aula de Tae Kwon Do da Lari... depois, os três fomos comer alguma coisinha do Quiznos (que é tipo um Subway mas beeem melhor... o Fê era viciado nisso logo que chegou em Boston, comia quase todo dia!) e fomos ao cinema, programa obrigatório em todas as nossas viagens!
Fomos ver Shrek 3 que tinha acabado de estrear... infelizmente não posso comentar muito sobre o filme pois dormi em menos de 10 minutos e acordei nos créditos... portanto, só posso dizer que o começo não é dos mais eletrizantes!
Voltamos prá casa deles, assistimos filminho na TV e eu dormi lá!
De tarde, com aquela temperatura, só havia uma coisa a fazer: SHOPPING!! E ainda nos demos ao luxo de ir de taxi! Fomos no Cambridge, que é um shoppingzinho legal, bem tradicional, e ainda com uma loja da Apple que gerou intermináveis discussões PC X Mac! Rodamos rodamos e rodamos e finalizamos o passeio com uma paradinha na Cheesecake Factory para o melhor cheesecake do mundo (hohoho)...
No final da tarde, o Fê foi viajar, tinha um show fora da cidade, e eu fiquei com o Alvaro e a Lari... primeiro, eu e o Alvaro fomos ver a aula de Tae Kwon Do da Lari... depois, os três fomos comer alguma coisinha do Quiznos (que é tipo um Subway mas beeem melhor... o Fê era viciado nisso logo que chegou em Boston, comia quase todo dia!) e fomos ao cinema, programa obrigatório em todas as nossas viagens!
Fomos ver Shrek 3 que tinha acabado de estrear... infelizmente não posso comentar muito sobre o filme pois dormi em menos de 10 minutos e acordei nos créditos... portanto, só posso dizer que o começo não é dos mais eletrizantes!
Voltamos prá casa deles, assistimos filminho na TV e eu dormi lá!
Pausa para fotos!
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